O que eu vi e ouvi em 2012

Estou preparando uma lista gigante dos meus livros favoritos de 2012, mas antes de postá-la quero fazer um outro texto falando sobre minha música, meu álbum, filme, seriados favoritos deste ano. Porque a lista de livros não faz sentido separar por datas, mas essas escolhas precisavam ser só de obras lançadas neste ano, então ficaria melhor separado. Lembrando que essas escolhas não foram feitas de forma alguma na intenção de apontar “melhores”, mas sim os meus favoritos, então são obras que, pessoalmente, ressoaram comigo.

Música favorita de 2012: No Hope, do The Vaccines

Eu gosto muito mais do primeiro álbum do The Vaccines que deste segundo, mas essa canção em especial falou comigo de um jeito que nenhuma outra música deles falou. Acho que é porque eles quiseram mesmo retratar a minha geração e conseguiram de maneira brilhante. Desde a letra até a melodia simples e direta, sem firulas, tudo fez com que eu me identificasse muito com a mensagem. Eu acho que a nossa geração é muito ‘não me importo com ninguém enquanto a minha vida não estiver resolvida’, e o que podemos fazer é esperar que isso seja só uma fase e passe logo. Eu amo essa música, quando saiu era a única coisa que eu escutava, sem parar.

Well I could bore you with a truth
About an uneventful youth
So you could get that wrap from someone else
And I could make an observation
If you want the voice of the generation
But I’m too self-absorbed to give it clout
And I, I don’t really care about
Anybody else when I haven’t got my own life figured out
Cause when you’re young and bored at 24
And you don’t know who you are no more

Filme favorito de 2012: O Palhaço

“Eu faço o povo rir, mas quem é que vai me fazer rir?”

Outra obra que mexeu comigo de um jeito que eu não estava esperando. Eu tenho um interesse muito grande pela figura do palhaço triste, sempre tive. Sei que é um clichê e tudo mais, mas a visão dada aqui foi completamente diferente do que   já tinha visto antes. É uma história sobre sonhos, sobre recuperar a magia em si mesmo e no mundo. Além disso, visualmente o filme é maravilhoso, e as interpretações são impressionantes (até mesmo a dos atores que fazem apenas uma participação especial). Acho que todo mundo que quer fazer arte passa por momento parecidos com o retratado nesse filme, e estamos sempre em busca do nosso próprio ventilador perdido.

Álbum favorito de 2012: Blunderbuss, Jack White

Eu não estava esperando gostar tanto do trabalho solo do Jack White. De verdade. Eu ainda sou muito fã do The White Stripes, gosto do The Raconteurs e do The Dead Weather, mas não estava muito empolgada para esse disco até ele soltar o primeiro single, Love Interruption, que eu amei e me deixou mega animada e ansiosa. O álbum não me decepcionou. Achei extremamente criativo e diverso, ao mesmo tempo em que consegue ser muito coeso, o que é difícil pra caramba de fazer. São as melhores letras da carreira do Jack White e ele conseguiu pegar todos os estilos de música pelos quais sempre foi apaixonado e juntar em um trabalho só, tudo isso sem perder aquela característica que faz todo o som produzido por ele vir com o selo ‘Jack White’, aquela coisa inexplicável que nos faz adivinhar que a música é dele logo nos primeiros segundos.

Seriados favoritos de 2012 –

Drama: Sherlock

“Oh, I may be on the side of the angels… but don’t think for one second that I am one of them.”

Foi uma escolha difícil, porque eu realmente amei a sétima temporada de Dexter, mas precisei ficar com Sherlock no final porque acho que é realmente impossível que qualquer seriado consiga ultrapassá-lo em qualidade justamente pelo formato: três episódios de uma hora e meia em cada temporada e só. Não dá tempo de enrolar, de inventar graças ou coisa parecida, é a história que precisa ser contada e pronto. Aquele último episódio foi tão brilhante e perfeito que até hoje não consegui digerir direito. E, mais pessoalmente, meu amor pelo Sherlock conseguiu superar meu amor por qualquer outra personagem fictício de seriado atualmente. Então vai ter que ser Sherlock mesmo… e a terceira temporada? É verdade essa história de que vai ficar pra 2014? Puta falta de sacanagem!

Comédia: Community

Six seasons and a movie!

Acho que não tem surpresa nenhuma aqui. Community não é só o meu seriado favorito de comédia de 2012, é o meu seriado favorito e pronto. A terceira temporada manteve o nível das anteriores e, mais, teve alguns dos melhores episódios de todo o seriado (talvez ‘o’ melhor episódio seja o das realidades paralelas), sempre inovando no formato, na linguagem, nas piadas, referências e, tudo isso, sem perder o coração. Texto brilhantes, atuações impecáveis e um medo inexistente de tentar, a cada episódio, fazem de Community um seriado sem igual. Só espero que a qualidade se mantenha no próximo ano, quando não teremos mais a estranha e genial mente de Dan Harmon atrás das cortinas.

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