2013 em livros – fevereiro

Serena, Ian McEwan

Gosto muito do estilo do Ian McEwan e achei uma ideia muito boa misturar uma trama de espionagem com uma reflexão sobre a escrita. Essa reflexão, aliás, só toma forma completamente no fim. E que fim! Posso dizer que, quando estava terminando o livro, pensei que seria um “3 estrelas”, mas o final me fez elevar pra 4 de tão bom que é. Mas, mesmo com personagens muito bem construídos e uma história surpreendente, achei um tanto cansativo em alguns momentos… parece que demora muito até chegar ao ponto onde “começa” a história de verdade.

A Zona do Desconforto, Jonathan Franzen

Deviam me proibir de começar a falar sobre o Jonathan Franzen, porque sou apaixonada por ele e aí eu, que normalmente sou uma pessoa que mais escuta que fala, não consigo mais fechar a boca. Enfim, com esse livro não foi diferente. Não é um romance, é um livro sobre sua infância e adolescência. É sincero, pesado, doce, engraçado, triste, cru, real… tudo o que o Jonathan Franzen sempre é. Me identifiquei muito com ele e comecei a pensar que talvez esteja aí um dos motivos das obras dele me encantarem tanto.

A personagem de ficção, Antônio Cândido

Abriu meus olhos para muitas coisas que não tinha percebido ainda no processo de criação. É impressionante como toda a construção de um personagem de ficção é examinada nesse livro e explicada, questionada, estudada, etc. Gostei muito e tenho certeza que vai ser um daqueles livros que vou precisar ler de novo mais pra frente pra conseguir captar direito tanta informação.

Salinger: uma vida, Kenneth Slawenski

Um dos meus escritores favoritos da vida e um livro bem grande que eu devorei rapidinho. Amei conhecer mais sobre ele e, especialmente, sobre o seu processo de criação. Impressionante o quanto ele se dedicava ao seu trabalho e, especialmente, todo o tempo que dedicou ao Apanhador no Campo de Centeio. Também foi bacana saber o quanto ele demorou até ser reconhecido como o gênio que era. Além do mais, consegui entender um pouco o que o levou a se tornar o ícone do ‘escritor recluso’. Coitado do Salinger, aposto que ia odiar saber que tem gente lendo sua biografia.

Deixe O Quarto Como Está, Almicar Bettega Barbosa

Não conhecia o escritor e adorei. Adorei ler um escritor de realismo fantástico brasileiro. Achei que todos os contos tem uma atmosfera meio pesadelo kafkiano, e muitos deles me deram medo, mas também me impressionaram e me inspiraram a pensar em realidades ainda mais bizarras para os meus próprios textos. Adorei o estilo de escrita dele também, uma voz bastante original e que combina perfeitamente com os temas das histórias.

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