Quando eu virei nós?

Eu descobri esse pequeno e esquisito seriado chamado Orphan Black recentemente, durante minha síndrome de abstinência de Doctor Who. Estava precisando de um seriado sci-fi e já tinha lido coisas boas sobre essa série e resolvi assistir os primeiros episódios só pra ver o que era. Bom, o fato é que viciei e acabei praticamente engolindo os 10 episódios da primeira temporada, depois mostrei pra a minha irmã e pra a minha mãe (que também assistiram tudo numa velocidade assustadora). E você, que está lendo isso, deveria assistir também! Porque é um dos melhores seriados que já vi nos últimos e, com certeza, tem uma das melhores atrizes que estão na televisão atualmente.

Um tantinho da história (só um tantinho mesmo, porque quanto menos você souber, melhor): o seriado é sobre uma mulher que descobre que é um clone e que pode estar correndo um grande perigo, uma vez que esses clones estão sendo assassinados um por um. Essa mulher, chamada Sarah, é interpretada pela fantástica Tatiana Maslany que, não só interpreta a Sarah, mas outras 6 personagens ao longo da série. Afinal, é um seriado sobre clones, não? O mais impressionante, no entanto, não é quantidade, mas sim a qualidade da interpretação. Cada uma das personagens-clones tem sua própria vida, sua própria voz, seus próprios maneirismos, suas próprias expressões. As diferenças entre elas é tanta que, em determinado momento, você chega a esquecer que todas elas são interpretadas pela mesma atriz (especialmente nas cenas em que elas estão juntas).

Ontem mesmo a Tatiana Maslany ganhou o Critics Choice Award pelo seu trabalho em Orphan Black e, se o fato da série ser um tanto desconhecida não atrapalhar, eu acredito que foi o primeiro de muitos prêmios que ela (e a série) vai colecionar.

Além da interpretação brilhante da atriz principal (que está sendo elogiada por todo mundo), o seriado ainda tem um universo muito bacana de sci-fi. Não é aquela sci-fi hardcore, mas algo que se baseia na realidade e a extrapola em alguns aspectos. Apesar de não terem falado nada sobre isso, eu acredito que Orphan Black não se passa em algum futuro próximo, mas nos nossos dias mesmo, só que com liberdades científicas. Eu acho isso bacana, porque pode atrair pessoas que não estão acostumadas com sci-fi. Outro ponto que pode ajudar nisso são os personagens, todos muito bem construídos, carismáticos e bem interpretados (tirando o Paul, que até agora eu não sei como alguém achou que era uma boa ideia colocar aquele ‘ator’ pra interpretar qualquer coisa… mas vamos fingir que ele não existe).

Por fim, eu recomendaria Orphan Black pra quem gosta de seriados com mistérios e discussões sobre o que é humanidade e se ela pode ou não ser fabricada. Também recomendaria, especialmente, para as mulheres. Porque essa é uma história sobre mulheres, onde os homens fazem um papel de coadjuvantes, em que elas são as heroínas e donas do seu próprio destino… ou pelo menos tentam ser de qualquer jeito! Mas até onde vai a sua liberdade quando você não pode nem mesmo ser considerado um ser humano?

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