Realmente poderia acontecer

Eu sou muito fã do Blur. Muito. Do tipo que sabe letras de música, coleciona dvds e cds, olha notícias todos os dias pra descobrir novidades, saber da vida dos integrantes e ter canções favoritas que me fazem chorar só de pensar nelas. Só que eu comecei a gostar de Blur depois que eles tinham ‘terminado’ a banda, naquele intervalo após Think Tank, e por isso nunca alimentei qualquer esperança de vê-los ao vivo um dia. Pois é, por isso que quando confirmaram o show no Planeta Terra a ficha demorou pra cair.

Aliás, eu acho que a ficha só foi cair quando eu estava no meio da plateia, esperando o show começar, e me colocaram o fundo em referência à música Under The Westway. Senti o coração bater mais forte e a ansiedade inundar todo o meu corpo, até comecei a tremer. É difícil explicar essa sensação pra quem não gosta de shows ou não é muito fã de alguma banda, mas o que se seguiu foi 1h30 de pura emoção e felicidade para mim.

Claro que, como fã que conhece muito deles, eu tinha as minhas músicas que gostaria de ver ao vivo e que sabia que não iriam rolar, porque nessa turnê internacional eles estão focando em hits, mas o show inteiro foi como um ‘melhores momentos do Blur’ e isso foi o suficiente para eu me lembrar com o corpo todo o porquê deles serem a minha banda favorita. Cada música, de Girls & Boys até Song 2 (respectivamente, as canções que abriram e fecharam o show), eu revivi momentos da minha vida que foram marcados pelo Blur de maneira extremamente intensa: chorei, cantei, gritei, pulei, fiz tudo isso junto. E os meus amigos que estavam lá comigo só ajudaram a tornar a experiência ainda mais divertida e significativa (obrigada, gente, foi o melhor festival de toda a vida!).

É realmente difícil de explicar como esses quatro homens (Damon, Graham, Dave, Alex) fazem parte da minha vida. Acho que a única maneira de entender isso é pensar na arte como uma forma de transformar o que existe dentro de nós em algo perceptível pelos sentidos, e as músicas deles fazem isso comigo. A espera de tanto tempo por aquela 1h30 de catarse que experimentei durante o show do Blur valeu muito mais a pena do que eu estava esperando, e olha que expectativas são perigosas e tendem a decepcionar. Mas depois de anos sem imaginar que um dia os veria ao vivo, da alegria da confirmação do show, da ansiedade pra comprar o ingresso, da espera pelo dia 9 de novembro, do sol na cabeça por horas e do tédio mortal do show da Lana Del Rey, a ficha caiu e eu percebi que sim, isso realmente, realmente, realmente poderia acontecer.

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