The Kills Day 2015

Antes de ser dia de São Valentim, dia 14 de fevereiro é o The Kills Day.

… ok, mentira, não foi bem ANTES, mas com certeza o fato dessa data ser comemorada como aniversário do primeiro show da banda é bem mais legal. Quer dizer, poucas coisas no mundo são mais legais que The Kills.

Eu conheci a banda logo depois que eles vieram aqui para o Brasil pela primeira vez, naquela época que ninguém sabia o nome deles e eles mesmos sempre se apresentavam somente como VV e Hotel. Um dia depois daquele show por aqui, li o review da apresentação no jornal e foi aí que tomei consciência da existência deles. Lógico que fiquei curiosa pra ouvir a banda, já que estavam falando muito bem, mas deixei de lado por causa do sentimento “vou gostar e depois me arrepender de não ter conhecido antes e ter tido a oportunidade de ir no show”. Não lembro quanto tempo depois, uma colega de cursinho e eu estávamos conversando sobre músicas e filmes, descobrindo que tínhamos vários gostos em comum, e ela me perguntou se eu conhecia The Kills. Que um amigo dela tinha dado uma cópia (lembra da época de copiar cds?) do No Wow e se eu queria emprestado. Eu quis, claro (já tinha até esquecido o negócio de não ouvir pra não ficar frustrada de não ter ido no show) e confesso que a primeira vez que escutei foi uma experiência um tanto estranha. Hoje em dia, dificilmente eu recomendaria o No Wow como porta de entrada para conhecer o The Kills.

É um álbum que eu gosto muito (eu gosto de todos deles, uma das únicas bandas que eu curto que, até agora, nunca errou em trabalho nenhum), mas não é fácil de ouvir. Não tem melodias fáceis de lembrar e reproduzir, as letras são bem um tantinho nonsense, e realmente é o trabalho mais experimental deles até hoje. Ainda assim, eu insisti porque gostei da guitarra e dos vocais, gostei de toda a atmosfera da música e, além disso, todo o visual da banda me atraiu bastante (não só a beleza da Alison, ok? o conjunto inteiro!). E aí eu vi algumas vezes o clipe de The Good Ones na MTV, que até hoje é um dos que eu mais gosto deles, e algumas apresentações ao vivo (o que era possível, naquela época pré-youtube).

Algum tempo depois, eu consegui o Keep On Your Mean Side e foi uma paixão muito mais rápida que o No Wow. É o primeiro trabalho deles e logo de cara soa mais cru, mais sujo, mais porra louca e com a preocupação de passar a mensagem de quem eram e o que queriam (em contraste com as experimentações e esquisitices do No Wow). Eu adorei! Algumas das músicas viraram trilhas de certas épocas da minha vida. Não consigo ouvir, por exemplo, Wait sem lembrar de quando estava prestando vestibular. Lembro exatamente de ter saído de uma das provas (não sei qual), ligar para meus pais irem me buscar e, enquanto esperava, colocar os fones e escutar essa música várias vezes seguidas sem cansar.

Mas, o álbum que me fez virar fã incondicional e que colocou o The Kills entre as minhas bandas favoritas da vida foi o terceiro: Midnight Boom. Foi o primeiro que eu ouvi ’em tempo real’, quer dizer, quando foi lançado. Porque eu escutei o No Wow, que é o segundo deles, antes do primeiro, mas nenhum dos dois foi próximo do lançamento e para nenhum dos dois eu criei a expectativa do Midnight Boom, de saber que ia saber, esperar por ele e ouvir o mais rápido possível.

Engraçado, os dois primeiros álbuns deles me lembram cursinho e vestibular, e a primeira vez que escutei Midnight Boom, estava indo para a faculdade. Lembro de gostar de todas as músicas lá, dentro do metrô, mas o que eu consigo visualizar direitinho foi quando, assim que passei a catraca, começar a tocar Last Day of Magic nos meus ouvidos e eu simplesmente não acreditar em como era possível amar uma música a medida que ia escutando pela primeira vez. Até hoje, é minha música favorita deles, de todos os tempos (mas eu amo Midnight Boom inteiro, é um dos meus álbum favoritos de todos os tempos).

E aí veio o The Dead Weather, que tem a Alison nos vocais, e todo mundo começou a descobrir não só ela, mas o próprio The Kills. Eu lembro de fazer questão de, daquele jeito mais insuportavelmente hipster, avisar para todo mundo que eu conhecia ela desde a época em que ninguém sabia que ela tinha outro nome que não VV e que, apesar de eu ter gostado muito do The Dead Weather, a banda original dela era melhor.

Claro que a exposição acabou sendo boa pra eles e até pra mim, porque durante a turnê do álbum seguinte deles, Blood Pressures, eles acabaram tocando por aqui, quase do lado de casa, numa casa de shows tão pequena que parecia uma apresentação particular. Foi um dos melhores shows da minha vida, especialmente porque, apesar de eu escutar muita coisa, são poucos os músicos que eu acompanho entrevistas, shows ao vivo, apresentações na televisão, e vê-los na minha frente foi bastante surreal. O show do incrível, acho que para eles ainda mais que para nós, os dois pareceram emocionados, elogiaram o público um monte de vezes e terminaram se abraçando de um jeito meio incrédulo, como se não conseguissem acreditar no que estava acontecendo. Bom, a minha ficha não caiu até hoje. Vou precisar de um show novo, então façam o favor de voltar o mais rápido possível!!!

Feliz The Kills Day 2015!

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