Humpty Dumpty sobre o muro se sentou. Mas deu azar e um belo tombo levou.

Pisando em falso

O primeiro grande acontecimento da minha vida em 2016 foi cair da cama. Escuta, eu sei que não parece grande coisa pra você que nunca visitou o meu quarto, mas para os amigos e familiares que já estiveram aqui, tenho certeza que a imagem é outra. Acontece que a minha cama é suspensa, não sei bem a altura, mas embaixo dela fica o meu escritório. Só pra dar uma noção: se eu esticar o braço quando deitada, consigo encostar no teto.

Pois é, e eu caí. Não foi nada bonito.

A pior parte é que eu consigo descer e subir essa escada de olhos fechados. Faço isso há oito anos e nunca tive nenhum problema. Eu morro de medo de altura, mas a minha cama já tiha deixado de ser ‘altura’ e uma das coisas que mais gosto no meu quarto é o fato de que, quando estou lá em cima, tenho uma bolha separada do mundo.

Mas eu tive que fazer a tal resolução de ano novo, aquela de arrumar todo o quarto (primeiramente, porque tenho dificuldade em escrever na bagunça) nos primeiros dias de 2016 e aí foi ontem. Tirei a escada de lugar pra limpar direito, esqueci de colocar onde estou acostumada e, algumas horas depois, pisei em falso.

Bater de costas no chão não era bem a forma com que eu queria ter começado o ano, mas não quebrei nenhuma parte do corpo apesar de ter sido bem feio e assustador. Estou tentando encarar como uma metáfora para a minha vida. Uma metáfora que, diga-se de passagem, ainda não consegui bem entender: fica difícil filosofar com o corpo inteiro dolorido.


 

Urso branco

Ontem eu assisti o segundo episódio da segunda temporada de Black Mirror. Acho que é o meu favorito até agora (e olha que eu gostei de todos). A sinopse me fez pensar que seria algo totalmente diferente do que foi, logo nos primeiros minutos eu já percebi que eles esconderam até a premissa da história para deixar o telespectador meio no escuro.

Eu não sei o que me impressionou mais: as pessoas filmando as coisas logo no começo (quando eu não sabia o que estava acontecendo) ou *SPOILER ALERT* o fato de que tudo era um programa de televisão policial. Me revira o estômago só de pensar. Aqueles últimos minutos foram umas das coisas mais fortes que vi na televisão ultimamente. Quero falar mais sobre essa série por aqui, mas vou terminar de ver os dois episódios que faltam.


 

Stephen King

A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, ok? Ficar feliz. Parte desse livro – talvez grande demais – trata de como aprendi a escrever. Outra parte considerável trata de como escrever melhor. O restante – talvez a melhor parte – é uma carta de autorização: você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai. Escrever é mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. A água é de graça. Então beba. (Stephen King, Sobre a Escrita)

Terminei de ler Sobre a Escrita, do Stephen King. Gostei bastante. Especialmente porque é muito mais uma reflexão sobre o ato de escrever e o que pode ou não pode funcionar na hora de contar uma história, do que um manual ou algo parecido. Muitas das coisas que ele comentou, eu já descobri nesses meus tempos escrevendo, mas escutar um autor bem sucedido dizer dá uma validação maior.

Aproveitei, especialmente, a parte sobre edição e revisão, já que é o que eu estou fazendo no momento. Pra mim, tudo é novidade, é primeira vez que escrevo uma história longa, então estou precisando descobrir o caminho aos trancos e barrancos. Tudo é mais difícil do que eu pensava que seria, tudo é mais trabalhoso, tudo é mais demorado. Eu só espero que, no final, valha a pena.


 

Sobre o estou lendo no momento: peguei NW, da Zadie Smith, para ler. Ainda não comecei, mas as expectativas são grandes (o que pode ser ruim), já que Dentes Brancos foi um dos melhores livros que li em 2015. Eu quero ler mais realismo histérico esse ano, talvez até tentar escrever algo inspirado nesse estilo.

Sobre o que estou ouvindo no momento: continuo viciada no Policy, primeiro álbum solo do Will Butler. Fazer o que? Eu sou daquele tipo que fica escutando a mesma música ou o mesmo cd sem parar até enjoar, aí deixar de lado por um tempão e, depois, voltar a escutar que nem louca tudo de novo. Fora isso, escutei uns lançamentos de áudio-drama do Doctor Who, feitos pelo Big Finish: os primeiros do War Doctor e da River Song. O do War Doctor é excelente, adorei as quatro partes. O da River me decepcionou um pouco, não consegui me envolver e acabei pulando a terceira parte e indo direto para a quarta, que eu sabia que tinha participação do Paul McGann (oitavo Doutor, um dos meus favoritos).

Para quem gosta de café: recomendo que todos os fãs de café experimentem o Ritual 1 do Coffee Lab. É uma comparação entre dois tipos de pó (o que vende no supermercado e um especial, que esqueci o nome) usando a receita do cafezinho brasileiro. Eu, que tenho sangue no café e não café no sangue, quase tive um troço quando terminei o ‘especial’ e fui comparar com o tradicional. Sério, é uma diferença tão gritante que dá vontade de chorar. Claro que, porque não sou rica, já voltei a tomar o café normal do supermercado, mas aquele especial ficou guardado no meu coração.


 

Lembrete para mim mesma: troque de computador urgente. Enquanto isso, faça cópias de tudo o que escrever. De preferência, guarde tudo na interwebs porque e se a casa pegar fogo?

 

 

Advertisements
Tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: