Séries em 2016

Tá acabando! 2016 tá acabando! Não quero comemorar muito, porque vai que ele decide ficar por mais um 3 meses… Mas, mesmo assim, é aquela hora querida de fazer as listas de coisas bacanas consumidas nos últimos 12 meses (ou seja: tentar achar algum conforto na arte e cultura pra toda a merda em que nos afogamos). Vou começar com as séries porque acredito que mesmo que eu comece a ver algo novo, não vai dar tempo de terminar (só estou incluindo as que terminei de ver a temporada mais recente). Então, aqui estão as séries que vi em 2016.


Westworld: Simplesmente incrível. Recomendo muito para quem gosta de ficção científica, robôs e questionamentos filosóficos. Eu preciso assistir de novo. Aliás, é uma daquelas obras que não se conta inteira em uma só assistida, você quer ver todos os 10 episódios de novo assim que termina. Não faço a menor ideia de como vai ser a segunda temporada, porque para mim a história fechou completamente no fim da primeira.

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The Americans: A melhor série da televisão que ninguém vê. Mantém o nível desde a primeira temporada, mas talvez tenha se superado nessa quarta. Personagens complexos, trama envolvente e um respeito gigantesco pelas histórias contadas e pelo telespectador. Uma das poucas séries que se dá ao trabalho de matar personagens como parte da história ao invés de só para chocar o telespectador.

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Game of Thrones: Único motivo de eu continuar a ver é porque assisto com a minha mãe e a gente dá risada em todos os episódios do começo ao fim. Sério, eu não consigo acreditar que ainda tem tanta gente que acha que GOT é a encarnação de deus em forma de seriado. Só o fato deles introduzirem um elemento chave da narrativa na sexta temporada já mostra a falta de planejamento.


Orange is the New Black: Temporada mais pesada até então, em questão de tom e de storylines. Continua engraçada, mas acredito que não dá mais para chamar de comédia (se é que algum dia isso foi possível). Gostei bastante dessa temporada por conta do planejamento, do desenvolvimento das tramas desde o primeiro episódio e de como cada peça foi se encaixando aos poucos até que tudo se transformasse em algo completamente fora de controle.

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Black Mirror: Continua uma das melhores coisas que já passaram na televisão. A terceira temporada tem um orçamento maior, porque agora é produzida pelo Netflix, e isso deu a oportunidade de mostrar universos maiores, mas os temas e o clima continua sendo Black Mirror de sempre: um soco no estômago por episódio.

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X Company: Primeira temporada foi boa (especialmente os episódios finais), mas a segunda foi fantástica. Um episódio melhor que o outro. Mais um exemplo de história bem planejada e que sabe montar a tensão de uma forma tão cuidadosa que o clímax da temporada se resume a dois personagens conversando dentro de um vagão de trem e você fica tão tenso que parece que está vendo uma guerra (o que está, na verdade, mas numa versão micro).

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The Fall: Eu realmente não sei o que dizer sobre The Fall. A primeira temporada é uma das minhas favoritas e eu tinha expectativas bem altas. Talvez esse tenha sido o problema, ou talvez tenha sido o fato do ritmo da série ter se perdido um pouco na segunda temporada e totalmente na terceira. Stella Gibson ainda é uma das minhas personagens favoritas, mas não achei a conclusão de sua história satisfatória.


Orphan Black: Quarta temporada simplesmente sensacional. A melhor, desde a primeira. Não teve um episódio ruim. O foco, que tinha ido para a expansão do universo desde a segunda temporada, voltou para o crescimento e os conflitos das personagens. E o que mais dizer da Tatiana Maslany? Cada vez que a gente acha que ela já fez de tudo, ela vai lá e faz algo ainda mais inacreditável. A próxima temporada será a última, o que é chato por não ter mais Orphan Black, mas é a decisão certa para fechar a história sem cair o nível.

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3%: Premissa bacana e fotografia muito bonita e eficiente. Esses são os dois pontos positivos que eu tenho para falar da série. E eu queria muito ter gostado, de coração. Precisam trabalhar o roteiro e o elenco para a segunda temporada.


Dirk Gently’s Holistic Detective Agency: A maior e melhor surpresa. Eu assistir agora no fim do ano e não esperava gostar tanto. Sou fã do Douglas Adams e só de imaginar adaptar o trabalho dele já me dá dor de cabeça (porque o que faz as histórias engraçadas e únicas é a prosa dele). A série acertou no momento em que se enxergou como um tributo ao original ao invés de uma adaptação, inserindo o tom e a voz do Douglas Adams no formato ao invés de tentar fazer se encaixar e acabar perdendo a graça no final.

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House of Cards: Gostei mais da quarta temporada que da terceira, especialmente por causa do foco na Claire, que é a minha personagem favorita da série. Assisti no começo do ano, então não lembro exatamente o que achei naquela época, mas lembro de pensar que, para a quinta temporada, seria bacana se os jornalistas não fossem apresentados como heróis. Porque, num universo onde todo mundo quer subir no pescoço de todo mundo, a imprensa é apresentada como íntegra e correta. Todo mundo sabe que isso não é verdade.


The Man in The High Castle: A originalidade do universo criado pelo Philip K. Dick conseguiu segurar a primeira temporada, que, apesar do sucesso na construção do mundo e em tornar a premissa crível, falhou bastante na hora de desenvolver os personagens. Essa segunda temporada melhorou muito nesse quesito, explorando melhor as motivações e os conflitos de seus heróis e vilões, além de ir apagando as linhas que os separam para mostrar que nada é tão simples quanto parece. Além disso, o universo continua assustadoramente fantástico e, infelizmente, mais próximo do que parecia na temporada passada.

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Talvez eu atualize o post mais tarde, porque acho que estou esquecendo alguma coisa. Por enquanto, é isso.

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4 thoughts on “Séries em 2016

  1. Momo Del Rey says:

    Ain, Gabi! Tudo o que vc indica eu morro de vontade de ver UHAUHAUHAHUA XD Mas eu sou tão medrosa com as violências x.x Preciso superar isso na vida UHAUHAUHAUHA

    Eu parei GoT desde que começou a ficar diferente dos livros. Além de tomarem decisões horrorosas e irem em rumos opostos aos dos personagens do livro, também perdi o conforto de saber o que ia acontecer na cena e já me preparar pra ela.

    Eu vou esperar sair a quinta temporada de Orphan Black pra ver tudo de uma vez XD

    Basicamente nesse ano eu só reassisti Gilmore Girls UHAUHAUHAUHAHU XD Foram 7 temporadas de 23 episódios de 50 minutos….8D

    • Ainda não vi Gilmore Girls, mas poxa 7 temporadas de 23 episódios é MUITO! Acho que deve dar, no total, mais tempo do que todas as séries que eu vi esse ano! hahahaha

      Acho que dessa lista a única série que tem violência tensa é Westworld.As outras até tem momentos de violência, mas não é nada exagerado. Westworld é por conta da premissa: os personagens vão no parque para matar os robôs, então é bem escroto o que eles fazem. Mas, se você conseguir superar, eu recomendo! =)

      Ai assiste Orphan Black quando terminar, você precisa! É a série feminista do nosso coração! <3

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